E a amarga verdade que sempre neguei cada
dia mais me aponta o frio dedo do escárnio,
Verdade essa que preferi por tanto tempo
deixar além do véu da duvida e me lançar no mar dos (des)prazeres de Ismália
Que como louca, matei a voz interior que
sempre avisara do perigo
De se voar feito besouro para a Lua.
E ela, que antes tão etérea, agora é sólido
mercúrio sobre a mente
Será a companheira e carrasca nas noites
mais frias que galopam em minha direção!
Seria eu criminosa por sonhar? Por
acreditar que poderia alcançar a Lua nas águas e não me afogar?
Tudo que eu queria era um pedaço de pano
para cobrir minha nudez e uma pedra para repousar
Mas tudo que consegui foi frieza, descaso
e abandono!
E como um leigo que caminha para a perdição
tendo um mapa em mãos
Não percebeu todos os sinais que esse
farol mandava
E como furacão impetuoso, se lançou em
minhas rochas sem descanso
Ate que os dois já não suportassem mais em
pé!
Não poderia ter sido calmaria? Não!
Pois o vento que não pode ser controlado
Arrasta tudo que vê pela frente pro Grande
Abismo!
E se for pra ficar largada aos lobos,
Que ao menos seja banhada pela Lua!
Se tivesse ouvido o conselho do sábio,
talvez existisse futuro,
Só que agora ela me chama e eu tenho que
ir pra rua...
E o som que tal vento fazia aos meus
ouvidos sussurrará eternamente...
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