segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

We are the maggots!

Minha solidão é maior que o mundo inteiro,
E cabe dentro deste peito sem qualquer explicação
Minha solidão é oceano em calmaria
Em que o barco da esperança já não pode mais velejar...
E sozinha sigo minha vida,
Sem nada de bom mais esperar,
Pois nada mais ganhei dela,
Que belos pares de bofetadas e de decepções!
Maldito seja o homem que confia no homem,
E não no Deus que guarda em si!
Porque todos os homens são corruptos
E malignos em suas intenções,
Ferem apenas por prazer,
E cospem no prato que comem!
São como vermes a se contorcerem em lodo
Comendo de sua própria miséria,
Usam uns aos outros quando estão mal,
E no dia seguinte já não lembram mais do bem que lhes fizera!
Malditos sejam também
Todos aqueles que viram as costas pra quem lhes acolheu,
Porque o mundo em torno de si mesmo dá uma volta,
E quem cospe pra cima recebe direto na cara sua própria baba!
Mulher burra e tola, tudo que vai volta,
E se troca quem te ajuda por quem te troca,
Pedes pra ficar sozinha ao fim de tudo como eu!
Mesquinha, egoísta e invejosa,
Somos sangue do mesmo sangue,
E ainda assim queres também meu sangue?
Queres também o ar que respiro?
Apenas porque não posso ter nada que já não tens?
E há de chegar o dia em que se arrependerá deste mal feito,
E tarde demais será pra remediá-lo.
Pois não haverá lágrimas nem arrependimentos em tal leito
Quando toda dor e mágoa por uma bala metida no crânio forem levadas....

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