Acordo
quase caindo da minha cama. Que sonhos doidos ando tendo!
Decido
levantar e ir ao banheiro, será difícil voltar a dormir depois de tantas
coisas. De frente para o espelho me encaro e vejo como perdi parte do brilho
que tinha antes. Tanta coisa dando errada, tantas frustrações e dores de
cabeça, quase não conseguia dormir nas últimas noites. Estou piorando e não
encontro o que fazer pra mudar isso. Estou desfalecendo, sou uma explosão de
sensações. Tantas emoções de uma vez só estão me enlouquecendo. E o homem, que
tanto amo, está tão distante agora! Por que me viciou a esse ponto e depois me
larga como um cão abandonado?
Se
um dia morrer e acordar, igual aos sonhos que tive, terei certeza de que ainda
serei a mesma. Todas são facetas de mim, são máscaras que eu penduro e uso a
todo instante. Eu sou um mosaico humano, sou música, sou canção solta no ar... e espero te
encontrar mais uma vez, com esse mesmo gostinho de saudade...
“Eu
estava no inverno de minha vida – e os homens que conheci pela estrada foram meu
único verão. À noite caía no sono com visões de mim mesma dançando, rindo e
chorando com eles. Três anos estando em uma turnê mundial sem fim e minhas
memórias deles eram as únicas coisas que me sustentavam, e meus únicos momentos
felizes de verdade. Eu era uma cantora, não muito popular, que uma vez teve
sonhos de se tornar uma bela poeta – mas por uma infeliz série de eventos viu
aqueles sonhos riscados e divididos como um milhão de estrelas no céu da noite,
que desejei de novo e de novo – brilhantes e quebradas. Mas eu não me importava
porque sabia que era necessário conseguir tudo que você sempre quis e então
perder para saber o que liberdade realmente é.
Quando as
pessoas que eu conhecia descobriram o que estive fazendo, como eu tinha vivido
– me perguntaram o porquê. Mas não há utilidade em falar com pessoas que tem um
lar. Eles não sabem o que é procurar segurança em outras pessoas, já que lar é
onde você descansa sua cabeça.
VIVA
RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA
Eu
acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me
tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de
sempre.
*Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo.*
*Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo.*
Quem é
você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias?
Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?
Eu criei.
Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?
Eu criei.
Sou
maluca pra caralho. Mas pelo menos sou livre...”
(*) Qualquer dia desses eu continuo os contos
dessa seção.
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